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Base bate, oposição aplaude: o teatro político que virou rotina em Lages

Se alguém ainda tenta entender a lógica da política em Lages, talvez seja melhor desistir ou pelo menos aceitar que o roteiro mudou… e ninguém avisou o público.Nos últimos dias, a tribuna da Câmara virou um verdadeiro palco de inversão de papéis. Vereadores da base do governo, aqueles que deveriam sustentar a administração, sobem o tom, reclamam, apontam falhas e fazem críticas que mais parecem discurso de oposição em plena campanha. Do outro lado? A oposição que, em tese, deveria fiscalizar e cobrar surge com um discurso quase apaixonado, defendendo a gestão, amenizando problemas e, em alguns casos, distribuindo elogios com uma generosidade que chama atenção.

Confuso? Nem tanto.

Nos bastidores, o jogo é outro.

Quem é da base começa a se descolar de um governo que talvez já não entregue o que prometeu. Criticar virou estratégia de sobrevivência política — afinal, ninguém quer afundar junto. Já quem é da oposição parece ter descoberto que, em certos momentos, defender rende mais do que atacar. Seja por conveniência, articulação ou puro cálculo eleitoral.

E assim segue o espetáculo.

A tribuna, que deveria ser espaço sério de fiscalização, vira vitrine de posicionamento estratégico. Não se fala apenas para resolver problemas da população — fala-se para construir narrativa, garantir votos e, principalmente, marcar território.

No fim das contas, sobra para quem assiste: o eleitor.

Que vê a base criticar o próprio governo.

A oposição defender aquilo que dizia combater.E fica com uma pergunta simples, mas incômoda:Quem, afinal, está sendo coerente  ou isso já não importa mais?

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