Na política em Santa Catarina, onde o discurso de “família tradicional” vira santidade e a palavra moral é jogada como confete em comício, eis que surge uma cena digna de novela mexicana misturada com comédia pastelão.
Um certo deputado moralista, famoso por discursar sobre valores, virtudes, oração matinal e defesa da família — aquela família que ele cita como se fosse patrimônio tombado — acabou protagonizando um episódio para lá de… educativo.
Segundo fontes muito bem posicionadas (e com despertador calibrado), sua assessora foi vista saindo discretamente do quarto dele no hotel às 5h da manhã. Isso mesmo: cinco. Da. Manhã. Horário em que só duas coisas acontecem: gente indo trabalhar… ou gente que trabalhou a noite toda.
Claro que a equipe dele até tentou emplacar a justificativa de que estavam “em reunião de pauta”. Sim, reunião. De pauta. No hotel. No mesmo quarto. E às 5h da manhã. Porque, evidentemente, é nesse horário que grandes decisões políticas são tomadas, né?
A pergunta que não quer calar é: que pauta era essa?
— Pauta do orçamento?
— Pauta da educação?
— Pauta da moral e dos bons costumes, talvez?
— Ou aquela pauta horizontal, geralmente discutida em suores e sussurros, que não entra no Diário Oficial?
Enquanto o deputado segue pregando amor, família e fidelidade no microfone, fora dele as coisas parecem bem mais… flexíveis. Tão flexíveis que se dobram na porta do hotel.
Por enquanto, o gabinete mantém silêncio. Talvez estejam preparando outra pauta — dessa vez, uma para explicar o amanhecer movimentado. Porque o sol nasceu, mas a moralidade… essa ficou dormindo.


