Nos bastidores de uma Câmara da Serra Catarinense, o clima anda tão quente que já virou estufa. Uma funcionária e seu colega de serviço vivem um romance tão secreto que já virou piada interna — daquelas que todo mundo sabe, mas finge que não viu para manter a graça. A funcionária e o coleguinha andam tão grudados que o ponto eletrônico deveria registrar “presença afetiva”, não funcional. O relacionamento só não caiu na boca do povo — ops, caiu — porque existe a terceira peça dessa ópera: a colega.
Enquanto isso, a população espera trabalho, projetos, melhorias…
E o que recebe?
Apenas a certeza de que, na Serra, o único setor que funciona sem falhar é o setor do romance interno.
Se pelo menos o resto da Câmara tivesse a mesma dedicação que o trio, a cidade já estaria com metade dos problemas resolvidos.



