A temperatura pode até cair na Serra Catarinense, mas a cara de pau subiu vários graus neste Carnaval. Um certo político que até outro dia discursava sobre “prioridades” e torcia o nariz para investimento em festa popular simplesmente surgiu na quadra como se sempre tivesse sido padrinho da cultura. Sorriso ensaiado, camisa estratégica e aquela frase pronta:
“Eu sempre defendi o nosso Carnaval.”
Defendeu onde? No grupo da família?
Fontes da avenida garantem que, no passado recente, o mesmo cidadão questionou verbas e falou em “responsabilidade fiscal”. Mas bastou fevereiro chegar e a bateria começar a esquentar que o discurso mudou mais rápido que nota após recurso.
O auge do surto carnavalesco foi no ensaio técnico: tentou sambar. Resultado? Parecia GPS recalculando rota. Perdido, fora do tempo e com assessor fazendo sinal de “já deu”.
Nos bastidores, dizem que teve até planilha de gabinete:
📸 Foto com criança fantasiada = engajamento garantido
🥁 Segurar instrumento por 20 segundos = imagem popular
🎭 Selfie na avenida = “homem do povo”
O detalhe curioso? Depois de suar na frente da bateria, nunca mais criticou o Carnaval. Pelo contrário: agora fala em “fortalecer a tradição”.
Moral da história: tem político que só aprende a gostar de samba quando descobre que voto também tem ritmo — e quem pisa fora do compasso pode dançar. 😉🔥

