
O ato reuniu cerca de mil pessoas, entre representantes de diferentes poderes e instituições públicas para discutir responsabilidades e cobrar ações concretas no enfrentamento à violência contra as mulheres.
Violência que começa antes do crime
Na abertura do seminário, o presidente da Alesc, deputado Julio Garcia (PSD), destacou que o feminicídio é o desfecho de um ciclo de violência que começa muito antes do assassinato. Segundo ele, os números registrados no estado mostram que o problema não surge de forma repentina.
“Em Santa Catarina tivemos 52 feminicídios no ano passado.
Mas há um dado ainda mais alarmante: mais de 30 mil pedidos de medidas protetivas. Isso mostra que o feminicídio não começa no momento do crime. Ele começa com a agressão verbal, com o controle, com a invasão da privacidade. Vai crescendo até chegar à violência extrema”.
Para o presidente do Legislativo, enfrentar o problema exige responsabilidade coletiva. “Cada um de nós precisa fazer a sua parte, dentro de casa, educando os filhos para o respeito, e também nos espaços de trabalho e nas instituições.” Uma emergência pública
Os dados apresentados durante o seminário escancaram a dimensão da violência contra as mulheres no estado. Em 2025, Santa Catarina registrou 52 feminicidios, entre eles o assassinato de três crianças.
No mesmo período, foram contabilizadas 255 tentativas de feminicídio, o segundo maior número do país. Além disso, mais de 31 mil mulheres solicitaram medidas protetivas contra companheiros ou ex-companheiros.

