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FLASHBACK NA CÂMARA: PORQUE O PASSADO AGORA TAMBÉM TEM ESPAÇO NO CALENDÁRIO OFICIAL

Por Alfinetadas do Resenha

Em Lages, o túnel do tempo acaba de ganhar endereço oficial. A Câmara Municipal aprovou a criação do Dia Municipal da Cultura Flashback, proposta por um dos vereadores

A ideia, segundo a proposta, é valorizar a cultura, a música e as memórias de diferentes gerações.

Bonito, né? Quase emocionante.

Mas, em tempos em que a população costuma esperar dos vereadores soluções para problemas bem mais presentes — e não exatamente um passeio pelos anos 80 e 90 — a notícia inevitavelmente desperta aquela perguntinha básica:

Será que Lages está tão bem resolvida que já deu tempo de a Câmara começar a legislar sobre nostalgia?

Nada contra o flashback. Muito pelo contrário. Música boa, cultura e memória merecem respeito. O problema é quando o “flashback” deixa de ser tema de festa e começa a parecer método de trabalho dos nobres políticos.  Porque se a moda pegar, daqui a pouco teremos o Dia Municipal da Fita Cassete, o Dia do Discman, a Semana do Orkut e, quem sabe, até uma sessão solene para homenagear o saudoso “vamos ver isso depois”.

E convenhamos: se é para resgatar memórias, talvez seja interessante incluir no calendário também o Dia Municipal da Memória Política.

Aí sim seria educativo.

Uma data para lembrar promessas de campanha, discursos inflamados, projetos esquecidos e aquelas velhas frases que aparecem a cada eleição como se fossem lançamento de produto novo.

Agora só falta a programação oficial.

DJ tocando os clássicos, luzes coloridas, gente dançando como se tivesse 20 anos novamente e, no intervalo, quem sabe, uma reflexão:

“Será que os problemas da cidade também podem voltar ao passado e desaparecer junto com a música?”

Porque, se puder, Alfinetadas já pede duas datas no calendário:

📻 Dia Municipal do Flashback: para lembrar o que era bom.

📋 Dia Municipal da Memória: para lembrar o que foi prometido.

E essa segunda, meus queridos, talvez tenha muito mais audiência.

No fim das contas, fica a pergunta que não quer calar:

Lages precisava mesmo de um Dia do Flashback ou a Câmara simplesmente apertou o botão “REPLAY” quando deveria ter apertado o “PLAY”?

A resposta fica para vocês.
E, como sempre, o Alfinetadas do Resenha só faz uma coisa:cutuca onde dói — e ainda coloca uma música dos anos 90 para tocar!

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