Nos bastidores da prefeitura, o clima é de tensão — e não é por falta de café. A vice-prefeita, ao que tudo indica, anda pisando em ovos e falando baixo, talvez por um medo quase reverencial do prefeito. Qualquer movimento fora da cartilha parece proibido.
A mais recente novela envolve a tentativa de nomeação de um jovem para o cargo de diretor na área da Saúde. A ideia mal saiu do papel e já foi engavetada. O prefeito descobriu, vetou, não assinou e fez questão de deixar claro que, ali, ninguém respira sem autorização superior.
O detalhe que deixa a situação ainda mais constrangedora: o mesmo jovem já foi servidor efetivo do município. Neste ano, pediu exoneração após ser massacrado internamente pela própria administração. Segundo relatos de bastidores — daqueles que correm soltos pelos corredores da prefeitura — no dia em que o pedido de demissão foi protocolado, a Secretaria de Administração só não explodiu em fogos porque não era época de festa.
Enquanto cargos são vetados por birra e decisões viram disputa de poder, a população assiste ao espetáculo de braços cruzados. A gestão segue patinando, sem obras relevantes, sem avanços concretos e, pior, perdendo profissionais que poderiam contribuir com o município.
O recado das ruas é claro: o povo está cansado de uma administração que briga mais consigo mesma do que trabalha, que governa pelo medo e entrega muito discurso… e quase nada de resultado.
